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O perigo do ruído (PCA)

Saúde Empresarial

A exposição ao ruído no trabalho é uma das principais causas de perda auditiva, sendo necessário um esforço por parte dos gestores para adequar o ambiente de trabalho às pessoas que ali ficarão. Além da perda auditiva, o barulho no trabalho também pode causar outros danos e problemas de saúde.

Portanto, todo cuidado e investimento relacionado a saúde dos profissionais nesse sentido é válido. Até mesmo em espaços onde a pressão sonora pode não apresentar um risco aparente à saúde, é necessário ter precaução. Pois, o contato contínuo pode gerar dados futuros à audição.

Consequências do ruído no trabalho para a saúde do colaborador

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível de ruído recomendável para a saúde está entre 50 e 70 decibéis (dB). O que equivale, mais ou menos, a uma conversa em voz alta. O barulho no trabalho, que for superior a esses níveis, já requer cuidados.

Para se ter uma ideia, estima-se que ficar sujeito a sons com mais de 85 decibéis, por mais de oito horas diárias, pode causar perda auditiva ao longo do tempo. Para determinadas funções, como call center, operários de máquinas e equipamentos motorizados, industriais, entre outros, o uso de EPI (protetores auriculares ou microfones com abafador de som) é obrigatório.

Em situações mais extremas, como, por exemplo, explosões, sirenes, disparos de armas ou alarmes, que emitam sons que ultrapassem 120 decibéis, pode-se causar trauma acústico. Um exemplo é o tinitus, sensação de escutar um zumbido, silvo ou um ruído atroador.

Além da perda auditiva, o trabalhador em situação de barulhos acima do recomendado pode desenvolver estresse, taquicardia, fadiga, distúrbios musculares e emocionais, problemas cardiovasculares, entre outros.

Medidas que devem ser adotadas pelas empresas

Compete às organizações zelar pela saúde e bem-estar dos funcionários, propondo medidas preventivas aos barulhos no trabalho. Para tanto, elas devem medir, regularmente, os níveis de ruídos que os trabalhadores estão expostos.

Para realizar essas aferições, recomenda-se a contratação de empresas especialistas. Estas são providas de equipamentos próprios para tal fim, como o decibelímetro, medidor de pressão sonora, e o dosímetro, que avalia os tipos de ruído.

Além disso, os colaboradores de áreas com risco de ruídos devem realizar exames periódicos de audiometria. Assim, é possível diagnosticar, ao longo do tempo, como está a audição dessas pessoas.

A NR-9, da Portaria no 3.214 do Ministério do Trabalho, prevê que toda empresa com níveis altos de ruídos no trabalho deve ter um Programa de Conservação Auditiva (PCA). Tal iniciativa visa diminuir os dados auditivos por meio de uma série de medidas técnicas e administrativas, realizadas por profissionais capacitados em saúde e segurança no trabalho.

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