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Como funciona a doação de órgãos em vida?

Saúde Empresarial

Um dos rins, pedaço do fígado, parte do pulmão e medula óssea. Essas são as partes do corpo em que a doação de órgãos pode ser feita ainda em vida. De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2016, foram realizados 657 transplantes nessa modalidade. Desse total, 575 foram de rins e 82 de fígado.

Para ser um doador de órgãos em vida é necessário preencher alguns requisitos e respeitar alguns procedimentos. Entretanto, qualquer pessoa pode ser um doador e ajudar a salvar inúmeras vidas.

O que é preciso para a doação de órgãos em vida:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Estar em condições que possibilite fazer a doação sem comprometer a qualidade de vida do doador;
  • Passar por avaliação médica que ateste a doação;
  • Ser parente de até quarto grau ou cônjuge do receptor e nos demais casos ter autorização judicial;
  • No caso da medula óssea, estar devidamente cadastrado no banco de doação e ser compatível com o receptor.

Órgãos que podem ser doados em vida:

  • Rim: por se tratar de um órgão duplo, um deles pode ser doado sem gerar prejuízos na vida do doador. Normalmente, a doação do rim é necessária para pessoas com hipertensão, diabetes e doenças renais;
  • Medula óssea: produz componentes sanguíneos usados para curar doenças como a leucemia. A probabilidade de compatibilidade é baixa, por isso é importante aumentar o número de doadores cadastrados. A coleta pode ser feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue;
  • Fígado: como é um órgão que se regenera facilmente, o doador pode ceder parte do fígado. Na maioria dos casos, o transplante é necessário para recuperar pessoas com cirrose hepática;
  • Pulmão: diferentemente do fígado, o pulmão não se regenera, porém, é possível fazer a doação de uma parte do órgão sem que o doador sofra prejuízos. A doação de pulmão é indicada para quem sofre com doenças como fibrose cística, pulmonar e enfisema.

Como ser um doador

Para se tornar um doador de órgãos é necessário, apenas, comunicar esse desejo aos familiares. Pois, são eles que autorizarão o procedimento. Por outro lado, no caso da doação de órgãos em vida, basta o doador procurar o hemocentro mais perto da sua residência e preencher um cadastro, depois, fazer os exames necessários, como a coleta de amostra de sangue para testes laboratoriais.

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