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Atenção primária e a saúde do homem

Saúde Empresarial

No tocante à saúde do homem, algumas barreiras precisam ser quebradas para que haja melhor qualidade de vida nesse grupo. Isso porque, o homem tem a tendência de procurar menos o atendimento médico, além de cuidar menos da própria saúde, mantendo hábitos de vida que não são saudáveis.

Esse comportamento é uma consequência de fatores históricos – que fomentaram o estereótipo de que cuidar da saúde é uma tarefa feminina, culturais – visto que o homem precisa preservar a imagem de ser forte e independente, e socioeconômicos –  que limita o acesso da população masculina a políticas de saúde.

Números sobre a saúde do homem

Como consequência dessa desatenção, os homens sofrem mais com doenças e óbitos. De acordo com dados da Tábua de Mortalidade 2016, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa média de vida do homem brasileiro é de 72,9 anos. Por outro lado, as mulheres têm expectativa de vida de 79,4 anos.

Discrepância ainda maior quando se observam os números por estados. Em Santa Catarina, Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, a expectativa de vida das brasileiras chega a ultrapassar 80 anos. Já no Maranhão, Alagoas e Piauí a expectativa de vida dos homens é de 66,9 anos.

A importância da Atenção Primária

Por conta desse cenário, em 2008, foi criada a Política Nacional de Atenção Integral a Saúde do Homem (PNAISH). A iniciativa visa promover ações de contribuam para melhorar a qualidade de vida e compreender as peculiaridades da saúde do homem em todo o Brasil.

Nesse campo, fazem parte as iniciativas do Sistema Público de Saúde (SUS), planos de saúde, governo, universidades e população, em geral. A PNAISH é desenvolvida a partir de cinco eixos temáticos:

  • Acesso e Acolhimento;
  • Saúde Sexual e Reprodutiva;
  • Paternidade e Cuidado;
  • Doenças prevalentes na população masculina;
  • Prevenção de Violências e Acidentes.

Em geral, o homem deixa para procurar atendimento médico em situações extremas, de emergência ou urgência. Isso dificulta o tratamento e diminui as chances de cura e sequelas. Além disso, os homens tendem a se expor mais à riscos, o que os fazem sofrer mais acidentes.

Portanto, a lógica é incentivar os cuidados e a prevenção. Tanto por meio de um estilo de vida mais saudável, como criando uma cultura de conscientização para a saúde do homem. Prestar mais atenção aos sinais do corpo, fazer exames de rotina frequentemente e buscar atendimento médico em estágios iniciais da doença.

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