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Associar o termo qualidade de vida à qualidade de vida no trabalho é necessário

Saúde Empresarial

Atualizado em: 8 de junho de 2018

Na década de 90 o termo `qualidade de vida’ invadiu todos os espaços e passou a integrar o discurso acadêmico, a literatura relativa ao comportamento nas organizações, os programas de qualidade total, as conversas informais e a mídia em geral. O termo tem sido utilizado tanto para avaliar as condições de vida urbana, incluindo transporte, saneamento básico, lazer e segurança, quanto para se referir à saúde, conforto, bens materiais. Apesar de fazer parte do cotidiano, os parâmetros para a definição do que é viver com qualidade são múltiplos e resultam de características, expectativas e interesses individuais.

Associar o termo qualidade de vida à qualidade de vida no trabalho é necessário, considerando-se o tempo que os indivíduos empregam no mesmo. Pesquisadores do tema concordam que determinar a origem da preocupação com a saúde no trabalho pode significar estudar a origem da transformação da natureza pelo homem. A partir do momento em que o ser humano utiliza ferramentas e cria métodos para aperfeiçoar sua forma de subsistência, procurando de alguma forma reduzir seu esforço e diminuir seu sofrimento, pode-se dizer que há embutido o conceito de saúde atrelado ao trabalho.

O movimento conhecido como QVT (Qualidade de Vida no Trabalho) tem suas origens formais vinculadas ao desenvolvimento da abordagem sócio-técnica. Para a professora e pesquisadora Ana Cristina Limongi-França, integrar promoção de saúde e qualidade de vida no trabalho representa um desafio político e organizacional. Do ponto de vista político, pela ausência de valores, estratégias, metas e agenda. Essa ausência interfere negativamente nos setores de Segurança e Saúde Ocupacional de grande parte das empresas nacionais e internacionais. Do ponto de vista organizacional, os quadros enxutos, sobrecarregados de relatórios, registros e fornecedores que, quase sempre não têm priorizado os aspectos educacionais que a promoção de saúde integrada à qualidade de vida no trabalho exige. Não tem sido comum conciliar os novos conhecimentos de saúde e bem-estar à qualificação profissional, pressão tecnológica, com novos estilos de vida no trabalho.

Pesquisadores afirmam que a adaptação do trabalho ao ser humano tem sido vista pela Ergonomia com base nos meios físicos, cognitivos, ambientais e psicossociais. O engenheiro de Produção e precursor da Ergonomia no país, Itiro Iida define a Ergonomia como o estudo da adaptação do trabalho ao homem, sendo que entende `trabalho’ não como apenas aqueles executados com máquinas e equipamentos, utilizados para transformar os materiais, mas também como toda a situação em que ocorre o relacionamento entre o homem e uma atividade produtiva, não envolvendo somente o ambiente físico, mas também seus aspectos organizacionais.

A Ergonomia abrange atividades de planejamento e projeto, que ocorrem antes do trabalho ser realizado, e de controle e avaliação, que ocorrem durante e após esse trabalho. O pesquisador francês Alain Wisner afirma que a Ergonomia tem pelo menos duas finalidades: o melhoramento e a conservação da saúde dos trabalhadores, e a concepção e o funcionamento satisfatórios do sistema técnico do ponto de vista da produção e da segurança.

Fonte: Revista Proteção

Matéria completa: goo.gl/M4KTMH