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Saúde no Brasil

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Saúde no Brasil – para começar a entender as dimensões da saúde no Brasil temos que voltar a 1988 quando foi promulgada a Constituição Brasileira. Nela está previsto que todo cidadão tem direito à assistência médica. Para garantir esta cobertura universal, foi criado o Sistema Único de Saúde, o SUS, que nasceu com uma incumbência do tamanho da população do Brasil. Hoje são mais de 200 milhões de pessoas. E quase 80% delas dependem exclusivamente do sistema para qualquer atendimento médico.

Em paralelo, a Carta Magna também estabeleceu a Saúde Suplementar no Brasil como alternativa de obtenção de serviços assistenciais para a população. Assim a iniciativa privada, com agilidade e qualidade na prestação de serviços, colabora para evitar uma maior sobrecarga no atendimento público. E, novamente, os números são gigantescos. Só o Sistema Suplementar atende hoje à uma população maior que a da Espanha. São cerca de 50 milhões de usuários.

A criação, no ano seguinte, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou a regulamentação, criação e implementação de normas, controle e fiscalização dos planos privados. Os relatórios da ANS e do próprio Ministério da Saúde nos dão uma ideia de porque o Brasil tem uma das maiores redes de atendimento do mundo.

A saúde do trabalhador

O cuidado com a saúde do trabalhador tem regras específicas definidas pelo governo Federal. A Norma Regulamentadora número 4, a NR 4, estabelece critérios para organização dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). De acordo com o grau de risco da empresa e com o número de funcionários, ela deve ter, obrigatoriamente, uma equipe de saúde in company. Empresas de maior porte comportam ambulatórios – mini-hospitais que podem ter estrutura apenas ocupacional ou manter especialistas como oftalmologistas, cardiologistas ou ortopedistas, por exemplo.

Alinhar a Gestão de Pessoas à estratégia da organização proporciona ganhos de eficiência e qualidade para o paciente. Assim que firma uma parceria, o Imtep desenvolve um trabalho a quatro mãos que reúne o seu know-how à estratégia de RH da empresa parceira. Com um nível alto de soluções dentro da própria empresa, é reduzido o número de funcionários encaminhados para a rede do plano de saúde. “Posteriormente, o sinistro gera um reajuste do plano de saúde. Quando cai o número de sinistros, o percentual de reajuste também é reduzido”, explica Alexandre Berger, CEO do Grupo Implus. “Temos que reduzir custos e ter resultados. Mas o foco principal é cuidar do paciente”, complementa.

“Hoje nós somos a maior operadora de ambulatórios médicos do Brasil dentro de empresas. E inclusive duas vezes maior que o segundo player”, relata Cezar Berger, CEO do Imtep. “Temos zero cancelamentos de contrato. Nenhum por qualidade técnica. Temos pesquisa de satisfação dos funcionários das empresas e três selos de qualidade em gestão de saúde ambulatorial, médico-hospitalar e de equipes. Eles nos habilitam às concorrências públicas. Temos um corpo técnico que abriga inclusive um setor de engenharia especializado em segurança do trabalho, profissionais de apoio e de administração dos serviços. Geramos diagnósticos, relatórios, levantamentos das situações de risco, programas de saúde ocupacional com cronogramas de ação. Todas estas informações são entregues ao RH das empresas para atender o eSocial e as demandas do governo. Esta base nos gera dados para trabalhar a prevenção”, explica Cezar Berger.

O CEO da Implus Care, Rodrigo Malucelli, reforça o conceito. “Trinta e oito milhões de planos de saúde estão vinculados às empresas em que os beneficiários trabalham. São essas empresas as responsáveis por financiar este sistema de saúde. Mas, na maior parte delas não existe a preocupação, de fato, com a qualidade de vida, com a saúde do funcionário, mas sim em atender uma obrigação legal, porque o plano de saúde está previsto em uma convenção coletiva de trabalho”.

Países como Inglaterra, Israel e Canadá adotam o chamado patient centred care, que coloca o indivíduo no centro do atendimento e apresenta resultados de até 50% na redução de custos com a utilização de ferramentas tecnológicas e gestão de saúde. Para Malucelli, é preciso olhar modelos de outros países, que estão mais avançados nessa área.

Hoje a conta do plano de saúde é a segunda rubrica de RH das empresas, atrás apenas para a folha de pagamento.

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