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O homem precisa ser o protagonista da própria saúde

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Atualizado em: 21 de janeiro de 2020

Saúde do homem – Em se tratando de saúde, o homem ainda tem muito o que aprender com as mulheres. Não é somente pelo fato delas se cuidarem mais do que nós – as pesquisas comprovam – mas também porque muitos homens depositam a responsabilidade de agendar consultas médicas ou exames de rotina às mulheres.

Pesquisa realizada pelo Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo revelou que 70% dos homens procuram um consultório médico sob a influência de esposa, mãe ou filhas. Em muitos casos, elas que se encarregam de garantir a continuidade de tratamentos.

Além disso, cerca de 50% da população masculina busca orientação médica somente quando tem alguma queixa ou sintoma aparente de doença. Outra informação alarmante é que boa parte não faz exames periódicos para avaliar questões como colesterol alto, hipertensão, níveis hormonais e de diabetes, além de questões cardíacas.

Expectativa de vida

Por esse, entre outros motivos, que a expectativa de vida da população masculina é inferior. No Brasil, conforme dados de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres vivem, em média, sete anos a mais do que os homens. Evidentemente que fatores como violência e acidentes de trânsito também influenciam nessa questão. Entretanto, o cuidado com a saúde ainda tem importante peso nessa conta.

O problema é que o diagnóstico tardio de doenças – o que acontece na maioria dos casos – vai exigir tratamentos mais incisivos, independentemente do tipo de patologia. Ainda assim, mesmo constatando que algo não vai bem, muitos homens preferem protelar o atendimento médico, acreditando que se trata de algo passageiro ou que uma breve pesquisa na internet é o suficiente para avaliar a situação.

No entanto, vale lembrar que o cuidado com a saúde vai muito além de fazer consultas periódicas. É preciso ter a percepção do que é nocivo ao nosso organismo. Exagerar no consumo de açúcar, sal e álcool, por exemplo, são hábitos comuns entre os homens e que estão diretamente relacionados ao aumento do peso corporal.

Por sua vez, os quilos a mais na balança são fatores determinante para o desenvolvimento de problemas como hipertensão, diabetes e colesterol alto. O alerta, nesse sentido, é direcionado principalmente àquela parcela significativa da população masculina que acredita que engordar faz parte do envelhecimento. Pelo contrário, com a idade, o homem deve ter maior preocupação com relação à alimentação e à pratica regular de atividades físicas.

Câncer de próstata

Outro fator que não pode deixar de ser mencionado, diz respeito ao câncer de próstata. Mesmo sendo a segunda doença oncológica com maior índices de mortes – cerca de 13 mil óbitos por ano – muitos homens ainda têm resistência em realizar os exames preventivos. E o motivo dessa rejeição está permeado de desinformação e tabus que precisam ser superados.

As consultas ao urologista precisam fazer parte do planejamento anual masculino, principalmente após os 40 anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é que um em cada seis homens desenvolverá câncer de próstata durante a vida, sendo estimado mais 68 mil casos novos somente neste ano.

Dessa população, as chances de cura dos que recebem diagnóstico nos estágios iniciais da doença sobem para 90% e com possibilidade de tratamentos menos agressivos.

Por isso, é preciso estimular as políticas de prevenção e de conscientização da população de modo geral. Porém, acima de tudo, é preciso fazer com que o homem avalie sua atuação como protagonista da própria saúde, tornando-se responsável por ela.

Por Cezar Berger médico e CEO do IMTEP

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